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Queda de cabelo: causas, tipos e como tratar

Toda queda tem uma causa. Identificá-la é o que define o tratamento — e o que separa meses de tentativa e erro de um plano que faz sentido.

Quanto de queda é normal?

Perder até cerca de 100 fios por dia faz parte do ciclo natural do cabelo. O sinal de alerta não é o número exato, e sim a mudança: você começa a ver mais fio do que o habitual, por semanas seguidas, ou percebe que o couro cabeludo está aparecendo mais.

Principais causas

Genética e hormonal

Alopecia androgenética: sensibilidade do folículo ao DHT, com padrão previsível.

Estresse e gatilhos agudos

Eflúvio telógeno: a queda aparece 2 a 4 meses depois do evento.

Hormonal

Pós-parto, menopausa, tireoide e SOP alteram o ciclo do fio.

Nutricional

Ferro baixo, vitamina D, dietas restritivas e pós-bariátrica.

Doenças e medicamentos

Infecções (inclusive pós-COVID) e mudanças de medicação.

Couro cabeludo inflamado

Dermatite seborreica e outras inflamações que atrapalham o crescimento.

Como é feita a avaliação

Anamnese detalhada mais tricoscopia. A conversa levanta histórico, exames, medicações e gatilhos dos últimos meses; a tricoscopia mostra o couro cabeludo e o fio ampliados, revelando miniaturização, inflamação ou sinais de perda cicatricial. É a combinação das duas que permite nomear a queda.

Como tratar

O tratamento depende da causa. Nas quedas por gatilho, corrigir o que disparou o quadro costuma ser o principal — e o cabelo volta com o tempo. Na alopecia androgenética, o tratamento é contínuo: controla o processo e estimula o folículo enquanto ele ainda existe. Em todos os casos, agir cedo preserva mais fio.

Dr. Yahya Iskandar Tricologia
Dr. Yahya IskandarFarmacêutico e especialista em Tricologia ClínicaConhecer a trajetória Atualizado em julho de 2026
Dúvidas

Perguntas frequentes

Depende do tipo. Quedas ligadas a um gatilho, como o eflúvio telógeno, costumam se resolver quando a causa é corrigida. A alopecia androgenética é crônica: não some, mas responde bem a tratamento contínuo.

Em média, até cerca de 100 fios por dia. O que chama atenção é a mudança de padrão: cair muito mais do que o seu normal, por semanas seguidas, ou perceber perda de densidade.

Na maioria dos casos sim, quando o gatilho é identificado e corrigido. O tempo de recuperação acompanha o ciclo do fio e costuma levar alguns meses.

Só quando existe uma deficiência real, comprovada em exame. Suplementar sem indicação não trata queda genética nem inflamatória e pode atrasar o tratamento certo.

Descubra a causa da sua queda

Com o tipo identificado, o tratamento deixa de ser tentativa e passa a ter direção.