No homem, a apresentação mais comum é a alopecia androgenética: recuo das entradas, afinamento no topo e rarefação da coroa, com a nuca preservada. É progressiva e costuma começar cedo em quem tem predisposição. Já uma queda difusa que aparece de repente, sem mudança de padrão, aponta para eflúvio telógeno. Distinguir os dois cenários é o primeiro passo, e quanto mais cedo o folículo é acompanhado, maior a chance de preservar densidade.
O padrão mais frequente
A alopecia androgenética masculina segue uma sequência reconhecível: recuo das entradas, afinamento do topo e rarefação da coroa. A faixa da nuca e das laterais costuma permanecer com fios grossos, o que cria o contraste característico entre regiões.
Sinais iniciais
- Linha frontal recuando de forma assimétrica.
- Coroa aparecendo em fotos tiradas de cima.
- Cabelo do topo demorando mais para ganhar comprimento.
- Fios finos convivendo com fios grossos na mesma área.
- Couro cabeludo mais visível com cabelo molhado.
Quando não é o padrão androgenético
- Queda difusa e súbita, sem mudança de padrão: pensa-se em eflúvio telógeno.
- Falha arredondada de aparecimento rápido: hipótese de alopecia areata.
- Descamação, coceira ou ardência: quadro do couro cabeludo associado.
- Queda após dieta agressiva, cirurgia ou infecção com febre.
O que a avaliação define
Eu comparo o calibre dos fios entre topo e nuca, examino o couro cabeludo com tricoscopia no atendimento presencial e reviso histórico e exames. O plano é individual e poderá contemplar produtos para cuidados em casa e procedimentos clínicos realizados em consultório, definidos de acordo com as necessidades do seu cabelo e do seu couro cabeludo. Você pode começar pela autoavaliação.
- Ho CH, et al. Androgenetic Alopecia. StatPearls, 2024.
- Kelly Y, et al. Androgenetic Alopecia: An Update of Treatment Options. Drugs, 2016.
- American Academy of Dermatology — Hair loss in men



