A alopecia areata é uma queda que forma falhas arredondadas e bem delimitadas, geralmente súbitas, no couro cabeludo, na barba ou nas sobrancelhas. Ela é de origem autoimune: o próprio sistema de defesa ataca o folículo por engano, e o fio cai. O folículo não é destruído, então o cabelo pode voltar a crescer, às vezes até sozinho. A evolução é imprevisível e o acompanhamento é médico. Não é contagiosa e não é causada por falta de higiene.
Aviso: conteúdo informativo, não substitui uma avaliação individual. Casos de alopecia areata envolvem conduta médica.
Como reconhecer a alopecia areata
O sinal mais típico é uma ou mais falhas redondas ou ovais, de bordas nítidas, onde o cabelo caiu por completo, enquanto o restante segue normal. Pode acontecer:
- No couro cabeludo, em uma ou várias áreas.
- Na barba, formando falhas no meio dos pelos.
- Nas sobrancelhas ou em outras áreas com pelo.
A pele na falha costuma estar lisa, sem vermelhidão intensa nem descamação. Isso ajuda a diferenciar de outras condições do couro cabeludo.
Por que a alopecia areata acontece
É uma doença autoimune. O sistema imunológico, que deveria proteger, passa a atacar o folículo como se fosse uma ameaça, e isso interrompe o crescimento do fio. Não se sabe exatamente o que dispara esse processo, mas há um componente genético e, em algumas pessoas, o estresse ou outras condições autoimunes aparecem associados. Importante: você não fez nada para causar isso.
Alopecia areata tem cura?
A evolução é variável e imprevisível. Em muitos casos, o cabelo volta a crescer em meses, às vezes sem tratamento. Em outros, as falhas persistem, se espalham ou vão e voltam ao longo do tempo. Como o folículo é preservado, existe potencial de recuperação mesmo em quadros mais longos. Por ser imprevisível e de base imunológica, o acompanhamento profissional é o que orienta a melhor conduta para cada fase.
Como é o tratamento
O tratamento da alopecia areata envolve conduta médica e é escolhido conforme a extensão e a evolução do quadro. Existem abordagens para estimular o retorno do crescimento e controlar o processo, e a decisão sobre qual seguir é individual. Meu papel como tricologista é avaliar o couro cabeludo, acompanhar a evolução de perto e integrar o cuidado médico quando o caso exige, para que você não fique sozinho no processo. O lado emocional também conta, e faz parte do cuidado.
Quando procurar avaliação
Vale procurar assim que aparecerem falhas arredondadas, principalmente se surgirem mais de uma, se crescerem ou se atingirem barba e sobrancelhas. Avaliar cedo ajuda a confirmar a avaliação clínica, descartar outras causas e definir o acompanhamento certo.
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- Pratt CH, et al. Alopecia areata. Nat Rev Dis Primers, 2017.
- Strazzulla LC, et al. Alopecia areata: disease characteristics, clinical evaluation, and new perspectives. J Am Acad Dermatol, 2018.
- American Academy of Dermatology — Alopecia areata: overview
- National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases — Alopecia areata



