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Causas da queda de cabelo

Organizar as causas em grupos evita a caça ao vilão único. Quase sempre há um principal e um ou dois coadjuvantes.

Por Dr. Yahya IskandarAtualizado em julho de 20262 min de leitura

Fios de cabelo na escova, ilustrando a queda diária
Resposta rápida

As causas de queda se organizam em poucos grupos: hormonais e genéticas, como a alopecia androgenética; metabólicas e nutricionais, como deficiência de ferro e alterações de tireoide; reativas, como o eflúvio telógeno após estresse, doença, cirurgia ou emagrecimento; inflamatórias e autoimunes, como a alopecia areata e quadros do couro cabeludo; e mecânicas, como a tração por penteados presos. Cada grupo tem apresentação própria, e é o padrão observado que orienta a investigação.

Hormonais e genéticas

A alopecia androgenética é o exemplo central. Folículos do topo e das entradas, geneticamente mais sensíveis a hormônios androgênicos, encurtam a fase de crescimento e produzem fios cada vez mais finos. Nas mulheres, fases de mudança hormonal costumam acentuar o quadro.

Nutricionais e metabólicas

  • Deficiência de ferro e ferritina baixa.
  • Baixa ingestão de proteína e restrição calórica prolongada.
  • Alterações de tireoide, tanto para menos quanto para mais.
  • Deficiências de zinco, vitamina D e vitamina B12.
  • Emagrecimento rápido, detalhado em queda depois de emagrecer.

Reativas: o eflúvio telógeno

Estresse intenso, febre alta, infecção, cirurgia, parto e dietas agressivas empurram muitos fios para repouso ao mesmo tempo. A queda difusa aparece dois a três meses depois e costuma reverter. É o eflúvio telógeno.

Inflamatórias e autoimunes

A alopecia areata gera falhas bem delimitadas por mecanismo autoimune. Já quadros crônicos do couro cabeludo, com descamação, coceira e vermelhidão persistentes, criam um ambiente desfavorável ao folículo. Alopecias cicatriciais formam um grupo à parte, em que a perda é definitiva e a avaliação precoce é decisiva.

Mecânicas e químicas

Penteados presos com força, apliques e uso repetido de tração levam à alopecia por tração, principalmente nas bordas. Procedimentos químicos e calor em excesso quebram o fio e produzem uma sensação de afinamento que não vem da raiz.

Como se chega à causa

Histórico com datas, exame do couro cabeludo com tricoscopia no atendimento presencial ou fotos padronizadas na avaliação online, comparação de calibre entre topo e nuca e exames laboratoriais quando indicados. A partir disso, o plano é individual e poderá contemplar produtos para cuidados em casa e procedimentos clínicos realizados em consultório.

Fontes e referências
Dúvidas

Perguntas frequentes

A alopecia androgenética é a mais prevalente ao longo da vida, mas em quadros de queda súbita o eflúvio telógeno costuma liderar.

Sim, e é frequente. Um eflúvio pode revelar um padrão androgenético que estava discreto.

Ela define a predisposição do folículo, mas nutrição, saúde do couro cabeludo e acompanhamento influenciam o ritmo.

Depende do caso. Ferro e ferritina, hemograma, função tireoidiana, vitamina D e zinco são avaliações frequentes.

Dr. Yahya Iskandar Tricologia
Dr. Yahya IskandarFarmacêutico e especialista em Tricologia ClínicaConhecer a trajetória Atualizado em julho de 2026

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