Conteúdo informativo. Eu não realizo transplante capilar na clínica: meu trabalho é avaliação, tratamento clínico e acompanhamento. A indicação cirúrgica é feita pelo cirurgião que assume o caso.
O que é o transplante capilar
É um procedimento cirúrgico em que folículos de uma área doadora — em geral a região posterior da cabeça, menos sensível ao estímulo hormonal — são redistribuídos para áreas sem cabelo. Ele reposiciona folículos existentes; não cria folículos novos.
Quando costuma ser indicado
- Quadro estabilizado, com a perda sob controle clínico há algum tempo.
- Área doadora com densidade suficiente para cobrir a área receptora.
- Calvície em estágio em que o folículo já se perdeu — quando nenhum tratamento clínico o traz de volta.
- Expectativa realista sobre densidade final e desenho da linha capilar.
Quando não é o momento
Queda ativa e não investigada, quadros inflamatórios ou cicatriciais do couro cabeludo, alopecia areata em atividade e perdas recentes com gatilho identificável costumam pedir tratamento clínico antes — operar em cima de um processo em curso tende a decepcionar.
O que continua necessário depois
A cirurgia trata a área transplantada, não a predisposição. O cabelo nativo ao redor continua sujeito à mesma evolução, então o acompanhamento clínico segue existindo depois do procedimento — inclusive para preservar o que não foi operado.
Como eu entro nessa decisão
Na avaliação eu nomeio o que está acontecendo, estabilizo o que é tratável clinicamente e digo com franqueza se e quando faz sentido conversar com um cirurgião.



