A oleosidade vem das glândulas sebáceas, que respondem a fatores genéticos, hormonais e ambientais. Lavar com frequência não aumenta a produção de sebo, mas produtos muito agressivos podem irritar o couro cabeludo e piorar a sensação. Oleosidade persistente com descamação e coceira sugere dermatite seborreica, e oleosidade acompanhada de afinamento merece avaliação do padrão de queda.
De onde vem a oleosidade
- Perfil genético das glândulas sebáceas.
- Influência hormonal, mais evidente na adolescência e em alterações endócrinas.
- Calor e umidade, que aumentam a sensação de sujidade.
- Produtos pesados aplicados na raiz.
- Higienização insuficiente do couro cabeludo, e não do comprimento.
Cuidados no dia a dia
Massagear o shampoo no couro cabeludo com a polpa dos dedos e enxaguar bem; aplicar condicionador do meio às pontas; usar água morna; evitar acúmulo de produtos de finalização na raiz. Lavar com a frequência necessária para se sentir confortável é adequado.
Quando é mais que oleosidade
Descamação amarelada, coceira e vermelhidão apontam para dermatite seborreica. Oleosidade somada a afinamento no topo pede olhar para o padrão de queda. Nos dois casos a tricoscopia mostra o que a vista não alcança.
Plano individual
Depois da avaliação capilar, o cuidado poderá contemplar produtos para cuidados em casa e procedimentos clínicos realizados em consultório, definidos de acordo com as necessidades do seu cabelo e do seu couro cabeludo.
- Trüeb RM. Shampoos: ingredients, efficacy and adverse effects. J Dtsch Dermatol Ges, 2007.
- Borda LJ, Wikramanayake TC. Seborrheic Dermatitis and Dandruff: A Comprehensive Review. J Clin Investig Dermatol, 2015.
- American Academy of Dermatology — Hair care and hair loss



